Passeio pela história da culinária encanta visitantes do Museu da Gastronomia Maranhense, iniciativa da gestão Edivaldo

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Passeio pela culinária local encanta visitantes do Museu da Gastronomia Maranhense, inaugurado pela gestão Edivaldo

 

“A mistura de sabores, a maneira de prepará-los e a origem da composição das iguarias contam muito da história e dos costumes de um povo. A memória olfativa e afetiva das pessoas passa, quase sempre, pela cozinha, o que faz da comida uma forte expressão de cultura, memória e identidade. E é essa percepção que o Museu da Gastronomia Maranhense nos proporciona. Estou encantada com tudo o que vi aqui”, relatou a turista paraibana Ana Lúcia de Sá, ao visitar o novo espaço entregue há menos de um mês pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior para valorizar a rica cultura gastronômica genuinamente maranhense. O espaço integra as iniciativas da gestão do prefeito visando a reocupação e requalificação do Centro Histórico de São Luís e o fomento ao turismo local e foi implantando por meio de parceria com o Ministério do Turismo e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Museu da Gastronomia Maranhense, localizado na Rua da Estrela, Centro Histórico, tem recebido visitantes encantados por conhecer um pouco mais da história da culinária e dos elementos que a compõem. No local funciona ainda o Centro de Capacitação em Culinária Típica, onde são promovidas oficinas de gastronomia, a primeira a ser realizada no espaço terá inicio na segunda-feira (08). A oficina Sabores da Terra terá como principal ingredientes o milho.

As impressões obtidas pela turista paraibana ao visitar o Museu da Gastronomia Maranhense são as mesmas que suscitaram na maranhense Joana Amélia Medeiros, 55 anos, o desejo de revisitar o contexto de sua própria história de vida quando a cozinha de seus pais era o principal recanto de sua casa na infância. “O pirulito de tabuleiro, tão apreciado na nossa infância; os pregoeiros vendendo seus produtos pelas ruas da cidade, a farinha d’água, o óleo de babaçu, a vinagreira, todos muito bem representados aqui no museu, são elementos tão fortes da nossa cultura culinária que nos faz rememorar momentos vividos e que guardamos dentro de nós com muito carinho. Poder revisitar todos esses elementos aqui no museu foi uma experiência maravilhosa para mim”, disse Joana Amélia.

Ao percorrer o Museu da Gastronomia Maranhense, que ocupa as instalações de um dos mais belos casarões coloniais da Rua da Estrela, amplamente restaurado para contar a história da culinária maranhense, a médica portuguesa Inês Matos, em viagem de férias a São Luís, também se disse encantada com a oportunidade de conhecer, em um mesmo local, diversas representações da cultura gastronômica da cidade. “Mais do que ver e saborear a comida, é importante também saber sobre sua origem e toda a contextualização histórica que está por trás da sua fabricação. E todas essas informações são repassadas aqui no museu, o que faz da nossa visitação um momento de puro conhecimento sobre a cultura local. Sem dúvida vou indicar aos meus amigos em vista ao Maranhão”, observou Inês Matos.

A visão da turista portuguesa sobre o Museu corrobora com o objetivo da gestão do prefeito Edivaldo, de integrar o projeto como mais uma iniciativa de fomento do turismo, da cultura, de valorização do Centro Histórico e de incentivo ao desenvolvimento da economia local.

A secretária municipal de Turismo, Socorro Araújo, observou que o Museu da Gastronomia Maranhense tem sido recebido por todos de forma muito positiva. “Os maranhenses receberam de braços abertos a exaltação da nossa gastronomia e os turistas se surpreendem com cada detalhe encantador da história e da gastronomia local”, ressaltou a secretária.

Durante a visitação guiada, além da história dos pratos típicos e dos principais produtos e elementos que compõem a cozinha tradicional local, a pessoa recebe ainda informações sobre as tradições e a ritualização à mesa na sociedade local. “Cada cultura vai se mostrando por meio da culinária, pois é um mecanismo natural de identidade. Preservar esses elementos da culinária como cultura, memória e identidade é extremamente importante para contar às futuras gerações a história de um povo, também por meio do seu alimento e do que ele representa para aquela sociedade. E o museu nos traduz um pouco desses aspectos. É, sem dúvida, um projeto muito louvável para a preservação da cultura maranhense”, disse a universitária Júlia Silveira, 25 anos, ao realizar visita ao espaço.

O Museu da Gastronomia apresenta, de maneira criativa, como a culinária é um elemento forte na cultura do maranhense. Dos pratos às bebidas típicas, dos cenários gastronômicos aos grandes festivais, informações e curiosidades da gastronomia maranhense são alguns elementos disponibilizados no museu, onde também serão ofertados cursos de capacitação, priorizando a produção de pratos típicos, doces, entre outros produtos genuinamente maranhenses.

A proposta do espaço é oferecer ao visitante um mergulho pela cultura local através de seus sabores mais genuínos e da singularidade da preparação de suas iguarias. Um mergulho que foi experimentado também pela empresária paulista Irene Tressoldi. Em visita a São Luís com sua família, ela se diz uma apaixonada por gastronomia e sempre que viaja dedica parte do passeio para conhecer os locais onde possa experimentar a culinária da região. “Aqui no Museu temos um belíssimo exemplar da gastronomia maranhense e de suas expressões mais genuínas. Achei as representações muito bem elaboradas e que nos remete realmente ao modo de viver do povo do lugar”, pontuou a empresária.

DIVERSIDADE

Dentre as representações da culinária local dispostas no Museu da Gastronomia Maranhense estão destacados o cuxá e o arroz de cuxá, a torta de camarão e de caranguejo, o doce de abóbora e de buriti, além de bebidas diversificadas como sucos e licores de frutas típicas da região, como o bacuri, cupuaçu, buriti, murici, juçara, jenipapo, o guaraná Jesus, a cachaça tiquira e tudo o mais que compõe a diversidade de sabores da gastronomia local.

No museu, estão representados também os diversos festivais gastronômicos que marcam o calendário maranhense, como a Festa da Juçara, por exemplo, que ocorre anualmente no bairro Maracanã; o Festival da Melancia de Arari; o abacaxi de Turiaçu, assim como também os festejos populares, a exemplo do São João e seu elementos folclóricos como o bumba meu boi, com suas variações de sotaques, ritmos, indumentárias e instrumentos musicais; a Festa do Divino de Alcântara, entre outras.

O visitante também se encanta com a Casinha da Roça, uma representação das casas localizadas na zona rural do interior do Maranhão. A decoração da Casinha da Roça inclui objetos domésticos peculiares a essas residências, como a lamparina, pilões, fogareiros, cofos, gamelas. Também estão expostos no museu objetos típicos das cozinhas locais, como as baterias, uma estrutura de ferro criada para guardar panelas e outros utensílios domésticos comumente encontrados principalmente nas casas do interior do Maranhão.

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